terça-feira, 7 de Outubro de 2008
Jogos Mortais - BARENHO
 How much blood would you shed to stay alive?
Tempo de Duração: 103 minutos Direção: James Wan Roteiro: James Wan, Leigh Whannel Elenco: Leigh Whannel, Cary Elwes, Danny Glover, Ken Leung, Dina Meyer, Mike Butters, Paul Gutrecht, Michael Emerson, Benito Martinez, Shawnee Smith, Mackenzie Veja, Monica Potter, Ned Bellamy, Alexandre Bokyum Chun, Tobin Bell
Em uma mistura de cenas fortes e muito sangue, Jogos Mortais causou uma revolução ao mostrar um lado humano instintivo. Com uma equipe estreante, um orçamento pequeno se comparado com as grandes produções, e aliado a um tema psicológico de forte apelo popular, Jogos Mortais se tornou um grande sucesso de bilheteria em 2004. A premissa de Jogos Mortais, em uma espécie de terror psicológico, lembra outras produções como Seven - Os Sete Crimes Capitais, ao mostrar uma outra face do ser humano e ao explorar os nossos limites em situações “decisivas”. O filme gira em torno de Jigsaw (Tobin Bell), um assassino que tem uma maneira diferente de cometer seus crimes. Ele seqüestra pessoas que para ele não dão devido valor à vida. Jigsaw aprisiona essas pessoas e realiza uma espécie de jogo em que tenta fazê-las sofrerem por suas ações e refletirem (de uma maneira nem um pouco pacífica) sobre o modo como levam suas vidas. Jogos Mortais foca em um desses “jogos”. O fotógrafo Adam (interpretado pelo co-roteirista Leigh Whannel) e o médico Lawrence Gordon (Carey Elwes) acordam num banheiro abandonado e imundo, presos a canos em cantos opostos. Eles são mais duas vítimas que no decorrer do filme vão entendendo o porquê de estarem ali, e tentam salvarem-se de qualquer maneira.Jogos Mortais é um filme impecável para os apreciadores do gênero terror psicológico ou simplesmente para quem gosta de cenas com muito sangue. Os momentos de tensão são eficientes, James Wan consegue criar cenas intrigantes que nos levam a crer que os atores estão realmente realizando aquelas atrocidades.Não se pode dizer muito sobre o enredo para não estragar as surpresas que vão sendo reveladas durante o filme. Mas uma coisa é certa, o final é um dos mais criativos já vistos. No entanto, alguns elementos ficam em aberto, o que é revelado no decorrer da seqüência em Jogos Mortais 2 (2005) e principalmente em Jogos Mortais 3 (2006). A quarta parte de Jogos Mortais tem estréia prevista para este ano.

postado por Jandré às 20:35 - 3 comentários
VOLVER - IGOR
Tempo de Duração: 121 minutos Direção: Pedro Almodóvar Roteiro: Pedro Almodóvar Elenco: Penélope Cruz, Carmen Maura, Lola Dueñas, Blanca Portillo, Yohana Cobo, Chus Lampreave, Antonio de la Torre, Carlos Blanco, Maria Isabel Diaz, Neus Sanz, Carlos Garcia Cambero
Volver tem em seu roteiro uma avalanche de temas polêmicos tais como vida após a morte, violência sexual de filhos e vários outros menos evidentes, mas de grande polêmica também. Ou seja, é uma novela mexicana inteira resumida em duas horas de filme, e não o desmereço ao dizer isso, pois Volver faz jus a essa comparação com o modo como aborda esses temas, chegando a ser ridículo.
Os personagens não podiam ser mais simples. Raimunda faz o tipo mãe trabalhadora com marido vagabundo, enquanto Sole é a solteirona submissa à irmã. O filme começa com Raimunda (Penélope Cruz) e sua irmã Sole (Lola Dueñas) no enterro da mãe. Na volta elas param na casa de sua tia Paula e é quando Sole começa a ter visões com o espírito da mãe. E o resto da história se desenrola com acontecimentos e revelações que transcendem e muito a barreira da realidade.
Volver é um daqueles filmes que ao final você simplesmente não entende o que ele tem que falam tanto dele e faz tanto sucesso. Sendo que o final também é totalmente sem nexo, você pensa que o filme ainda está na metade e de repente ele acaba. Volver é um filme que não adiciona nada a quem o vê, ele simplesmente o carrega fazendo-o esperar que em algum momento aconteça algo que o faça entender melhor o filme, deixando pra no final mostrar que não há nada pra se entender.

postado por Jandré às 20:34 - 0 comentários
Vanity Fair - MORGANA
Feira das Vaidades [Vanity Fair, 2004]

Tempo de duração: 141 minutos Direção: Mira NairRoteiro: Mattew Faulk, Julian Fellowes, Mark Skeet baseado no livro de William Makepeace ThackerayElenco: Resee Witherspoon, Gabriel Byrne, Roger Lloyd-Pack, Ruth Scheen, Lillette Dubey, Romola Garai, Tony Maudsley, Deborah Findley, John Franklyn-Robbins, Paul Bazely, Rhyns Ifans, Jonathan Rhys-Meyers, Bob Hoskins Feira das Vaidades é a versão cinematográfica do romance de William Makepeace Thackeray, o qual apresenta a jovem Becky Sharp (Resee Witherspoon) à alta sociedade inglesa.A premissa de toda a estória é relatar a vida de uma cidadã inglesa, pobre e sem futuro, que com toda sua falsidade e sensualidade caminha rumo à alta sociedade inglesa, com o intuito de ser alguém significante e de apagar todo seu passado humilde e passar a viver em uma vida de glamour entre os ricos. Acaba atingindo tudo que quer, mas por meios não tão convenientes.Apesar de feira das vaidades carregar consigo a imagem de um filme sobre o típico teminha bobo, o qual o final é um tanto quanto previsível, a obra acaba tendo um grande diferencial pela maneira em que é abordada a cultura inglesa no século XIX, de uma maneira nua e crua.O nome do filme surge da correlação da luxuria e suas vítimas, explica-se quando a vaidade de toda uma sociedade acaba sendo transformada em falsidade e todos acabam por viver de fachadas. " a vaidade pode fazer das pessoas vítimas tentadoras"Em alguns diálogos são deixados pensamentos implícitos, que através de todo um cotidiano observado, é possível tirar conclusões dos preconceitos vividos na época. Em todo desenrolar, observa-se que as estórias dos personagens acontecem de maneira muito rápida tendo grandes reviravoltas e que, apesar de algumas cenas longas, as estórias, que ocorrem de maneira paralela, acabam tornando o filme agradável.O final acaba não sendo tão previsível quanto parece, no entanto não foge do típico final feliz. Esse mesmo término é questionado quando o rumo de vários dos personagens não é explicitado, não que isso seja um problema, pois acaba instigando a mente ao tentarmos adivinhar o rumo de cada um diante dos minutos em que os mesmo nos foram apresentados, o problema é quando tentamos relacionar o tipo de comportamento de personagem com personagem, muitos ficam sem objetivação do porque fizeram parte daquilo.Apesar de alguns defeitos o filme apresenta um visual e figurinos deslumbrantes que devem ser considerados como um filme agradável ao olhar.Hoje a personagem é considerada uma das mais famosas da literatura mundial, pelo fato de sua estória já ter sido exibida muitas vezes em formato de minissérie na TV.

postado por Jandré às 20:30 - 0 comentários
Casa de Areia - EDUARDO

Tempo de Duração: 115 minutos Direção: Andrucha Waddington Roteiro: Elena Soarez, Luiz Carlos Barreto, Andrucha Waddington Elenco: Fernanda Torres, Fernanda Montenegro, Seu Jorge, Ruy Guerra, Stênio Garcia, Luiz Melodia, Enríque Diaz
Em tempos em que se fala que o cinema brasileiro está no seu auge, um fator ainda parece ser uma pedra no meio do caminho das produções nacionais: a qualidade técnica. Há filmes recentes, em que notamos a precariedade da edição de som, por exemplo, onde o famigerado delay aparece dando aquela sensação de que o ator está se auto-dublando.
Felizmente, em Casa de Areia isso não ocorre, pelo contrário, o filme é tecnicamente perfeito, som e imagem não ficam devendo em nada para as produções dos maiores estúdios norte-americanos.
Mas nem só de técnica se faz um filme. E aqui temos um bom exemplo de como aliar essa qualidade técnica a todas as outras peças do quebra-cabeça que é montar um filme desde a pré-produção até a sua finalização.
O diretor Andrucha Waddington (Eu, Tu, Eles) viaja até os desérticos lençóis maranhenses para contar a história de Dona Maria, Áurea e Maria, três gerações de mulheres que vivem naquele vasto “meio do nada”. Fernanda Torres e Fernanda Montenegro (esposa e sogra do diretor, respectivamente, ambas em atuações inspiradas) interpretam essas mulheres em diferentes fases de suas vidas.
Casa de Areia é, sobretudo, um filme que mostra as mudanças que o tempo pode causar nas opiniões e idéias das pessoas. As personagens, que ontem lutavam para fugir daquele lugar, hoje pensam que aquele é o melhor lugar para viverem as suas vidas. E é esse conformismo manifestado por elas que denota o quão grande é a interferência do tempo sobre todos nós.

postado por Jandré às 20:28 - 0 comentários
BORAT - Marcelo

Tempo de Duração: 84 minutos Direção: Larry Charles Roteiro: Sacha Baron Cohen, Anthony Hines Elenco: Sacha Baron Cohen, Ken Davitian, Luenell
Politicamente incorreto, cara-de-pau, cômico, sarcástico, preconceituoso, inocente. Essas são algumas das características do personagem que dá título a esse filme, “o menos engraçado de 2006, pausa, Não!”. Acredite, quem assistir vai entender essa frase.Sucesso inesperado não só nos Estados Unidos, mas em praticamente todos os lugares por onde passa, Borat - Cultural Learnings Of America For Make Benefit Glorious Nation Of Kazakhstan chama a atenção por sua maneira de nos mostrar algumas realidades da sociedade em que vivemos. Com uma cara-de-pau inacreditável, Sacha Baron Cohen interpreta Borat Sagdyiev, um apresentador da tv do Cazaquistão, que a recebe a missão de ir a América fazer um documentário sobre o comportamento dos norte-americanos a fim de trazer lições para melhorar seu país, o Cazaquistão.Durante sua jornada na América Borat passa por varias cidades mostrando-nos um pouco do comportamento de pessoas de diferentes regiões dos Estados Unidos. Se a idéia era explicitar o quão provinciana e preconceituosa ainda é a mentalidade norte-americana, então o acertou em cheio. Contrapondo-se ao estilo do personagem Borat que não esconde seus preconceitos, os americanos ainda escondem-se atrás dessa máscara de país desenvolvido, mas agem como pessoas de uma nação racista, individualista e capaz de qualquer coisa para alcançar seus objetivos. Situações das mais inusitadas, sarcasmo e a falta de limites levam Borat a todo esse sucesso, até mesmo nos Estados Unidos que são o alvo de toda a crítica. A direção de Larry Charles, que já trabalhou em séries de sucesso como “Seinfeld” e “Segura a Onda” é fantástica e coroa esse bom trabalho que até mesmo nas cenas ensaiadas não deixa de ser engraçado. Sacha Baron Cohen, que faz com que todos (até mesmo canais de tv) acreditem que ele é realmente do Cazaquistão e está ali com todo aquele jeito de cachorro que caiu do caminhão de mudança, merece todos os méritos por sua interpretação e por todas as cenas em que extrapola na falta de noção e sanidade (algumas até nojentas) e também nas que corre sério risco como a cena do rodeio.A Universal Pictures já acertou com Cohen para financiar seu próximo projeto que também será tirado de seu programa “Da Ali G Show”, da HBO.

postado por Jandré às 20:25 - 0 comentários
Atormentados - IGOR
"Cem anos depois, ela volta para continuar o terror"
Tempo de Duração: 75 minutos Direção: Mark Duffield Roteiro: Mark Duffield Elenco: Pataratida Pacharawirapong, Siwat Chotchaicharin, Porntip Papanai
Apesar de não achar certo julgar uma história toda do cinema de um país por um filme, Atormentados pode mostrar bem o porquê de a Tailândia ser inexpressiva no cinema oriental quando comparada ao Japão e Koréia.
O filme é baseado na antiga lenda tailandesa de Mae Nak. Na lenda o marido de uma jovem vai pra guerra e deixando sua mulher grávida em casa. Quando ele volta, ela ainda está lá, mas os aldeões lhe dizem que aquele é na realidade o fantasma da jovem que morreu no parto junto com o bebê. Para se vingar o fantasma mata todos os aldeões.
Mak e Nak são um casal de jovens tailandeses que estão prestes a se casar. Os dois compram uma casa antiga que é amaldiçoada por um fantasma que vive lá a mais de cem anos. No começo o fantasma os ajuda, mas depois eles percebem que ela queria algo em troca, ela querr que eles a libertem.
Sente-se que a lenda não foi bem explorada devido à extrema pobreza do roteiro, além de efeitos visuais fraquíssimos e péssimos atores. Atormentados é um filme extremamente trash, chegando a ser um elogio ser chamado de filme de terror B.
postado por Jandré às 20:23 - 0 comentários
Amor em Jogo - Igor
Tempo de duração: 103 minutos
Direção: Bobby e Peter Farrelly
Roteiro: Nick Hornby, Lowell Ganz, Babaloo Mandel
Elenco: Drew Barrymore, Jimmy Fallon, Jason Spevack, Jack Kehler, Scott Severance, Jessamy Finet, Maureen Keiller, Lenny Clarke.
Filme adaptado do livro Fever Pitch de Nick Hornby (apesar do título original ser o mesmo na tradução o título em português é Febre de Bola). O livro se trata de uma autobiografia de Hornby, no qual ele é um fanático por futebol, mais especificamente pelo time Arsenal, o que já diferencia muito o livro do filme.
Neste novo filme dos irmãos Farrelly eles fogem totalmente do seu estilo de humor escatológico. Mas não é nada que surpreenda, pois era óbvio que o tipo de humor que eles apresentaram em "Debi e Lóide" não se encaixaria em uma comédia romântica, como já havia acontecido antes em "O Amor é Cego", mas não tão drasticamente.
Ben (Jimmy Fallon) é um professor de matemática fã dos Red Sox (time de beisebol americano) que conhece Lindsey (Drew Barrymore), uma executiva bem sucedida. Eles namoram por um tempo e tudo parece perfeito até que chega a temporada de beisebol, que é quando Lindsey descobre que a paixão de Ben pelos Red Sox vai bem além de um limite aceitável.
Apesar de ser um filme previsível como todas as comédias românticas são, Amor em Jogo tem algo que o difere de outros filmes do gênero. Ao meu ver é o fato de retratar uma situação mais possível de acontecer em nossas vidas. Várias vezes temos prioridades erradas que botamos acima de coisas que no fim são mais importantes. No filme é mostrado um caso, mas na vida esse exemplo se encaixa em todos os momentos em que botamos qualquer coisa à frente de um relacionamento, em que devemos refletir e fazer sacrifícios.
Mesmo Amor em Jogo sendo um filme “bobo”, é um filme que vale a pena assistir, porque além de tudo mais, é extremamente engraçado.

postado por Jandré às 20:21 - 0 comentários
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